Sugestão de leituras

Iniciativa "Miúdos a votos: o livro mais fixe", 2018: livro vencedor na escola João da Silva Correia e a nível nacional, votado pelos alunos do 3º ciclo.
A culpa é das estrelas, de John Green, não é só um bom livro. É um livro importante”. Assim o escreve o jornal Kansas City Star.
Mas, o que será um livro importante? Será um livro que nos dá lições de vida? Ou que apenas nos faz passar o tempo?
Confesso que este comentário me deu que pensar durante algum tempo, tanto antes de ler o livro como depois de o ler.
O que será realmente importante?
Isto é relativo, depende do que as pessoas precisam. Uma mansão pode ser importante para uma família grande, mas, para um casal recém-casado, o mais importante será um lugar pequeno e acolhedor. Assim é este livro que dá que pensar.
O que será, então, um livro importante?
Na minha opinião, é um livro que nos prepare para a vida e nos eduque. E lições de vida é o que não falta neste livro. John Green faz parecer as personagens tão reais que é difícil sequer pensar que o livro é ficção. Fala-nos de temas tão importantes que é impossível a história tornar-se desatualizada. A forma como o autor escreve sobre assuntos tão difíceis é fantástica. E é extraordinário como é que um livro tão fácil de ler nos dá tanta informação acerca do que as personagens sentem e nos faz sentir dentro delas.
Em suma, A culpa é das estrelas, é um livro magnífico tanto para jovens como para adultos por abordar temas que tanta gente debate no mundo de forma tao simples.
Aconselho este livro a qualquer leitor. Prometo que vai passar bons momentos a lê-lo!

Gonçalo Dias, 8ºB (ano letivo 2017/18)


O Segredo do Mapa Egípcio é o primeiro livro da coleção “Os Primos”. A escritora Mafalda Moutinho, sendo uma amante de viagens, visitou várias cidades, como Paris, Milão, Cairo, Haia, Estocolmo, Madrid e Roma, tendo daí nascido esta coleção.
Gostas de ler? Gostas de História? Gostas de suspense? E de aventura? Então este é o livro perfeito para ti!
A coleção retrata aventuras vividas pelas duas irmãs, Ana e Maria, e do seu primo, André. Viajando pelo mundo fora, os três jovens vivem grandes peripécias, conhecendo várias culturas, costumes, civilizações, histórias e lendas de várias partes do mundo.
Ana e Maria, devido ao importante cargo diplomático do seu pai, o embaixador Hugo Torres, viajaram até ao Egito com o seu primo André. Mas, antes de partirem, as duas irmãs descobrem um mapa secreto num grande livro do Egito. E aí começa a aventura… Passeiam pelo Egito, desvendam cada vez melhor o mapa e tentam descobrir o mistério. Mas, por cada resposta encontrada, há cada vez mais perguntas. E a concorrência para descobrir o mistério é cada vez maior…
Aconselho todos a lerem este livro, pois está repleto de magia, História, suspense e aventura… A melhor coleção que já li!
Gonçalo Dias, 8ºB (ano letivo 2017/18)


John Boyne é um escritor irlandês, famoso pelo lançamento do livro O Rapaz do pijama às riscas.
Tomei conhecimento desta obra a propósito do tema do Holocausto falado na aula de História.
A forma como o tema é tratado no livro é diferente do habitual e isso despertou a minha curiosidade.
Nesta narrativa, um rapaz de nove anos, Bruno, é filho de um agente nazi cuja promoção leva a família a sair da sua confortável casa, em Berlim, para uma despovoada região onde Bruno não encontra nada para fazer, nem ninguém com quem brincar. Esmagado pelo aborrecimento e traído pela curiosidade, Bruno ignora os constantes avisos da mãe para não explorar o jardim, por detrás da casa, e dirige-se à quinta que viu ali perto. Nesse local, Bruno conhece Shmuel, um rapaz da sua idade que vive numa realidade paralela, do outro lado da vedação de arame farpado, vestido com aquilo que Bruno pensava ser um pijama às riscas. O encontro de Bruno com este rapaz de pijama às riscas vai arrancá-lo da sua inocência. Os repetidos e secretos encontros com Shmuel desaguam numa amizade com consequências inesperadas e devastadoras.
Escolhi ler este livro porque, por um lado, achei interessante o modo simples como aborda os acontecimentos históricos do período nazi, sem deixar, contudo, de o fazer de forma realista.
Por outro lado, gostei que a narrativa se centrasse na inocência de duas crianças, que pertencem a culturas diferentes, mas conseguem viver uma amizade pura.
Aconselho-o, pois ele consegue transmitir que somos todos seres humanos e que devemos ser respeitados independentemente dos nossos ideais, costumes e cultura. Além disso, faz-nos refletir sobre um período histórico lamentável.
Pelo seu enorme sucesso, este livro faz parte do Plano Nacional de Leitura e foi já adaptado para cinema. Por isso, recomendo que, além de lerem o livro, vejam o filme, para poderem descobrir as pequenas diferenças.
Beatriz Reis, 8ºB (ano letivo 2017/18)


Eu gostei muito de ler este livro pois relata, de forma verídica, uma passagem da história mundial onde os direitos humanos foram violados e onde as pessoas viveram momentos de horror sem nada poderem fazer. 
Ao longo desta história, que reproduz com autenticidade o ponto de vista de uma criança, o autor, Leon Leyson, deixa-nos entrever, no meio do horror e da brutalidade, que todos os dias as personagens enfrentavam a coragem, a astúcia e o amor, tão necessários para poderem sobreviver.
Aconselho todas as pessoas da minha idade a lerem esta história, pois considero ser uma extraordinária lição sobre os mais nobres valores humanos e, tal como aconteceu comigo, creio que irá ajudar todos os jovens a compreenderem o Holocausto através da história de um jovem sobrevivente.
De todos os parágrafos do livro, houve uma passagem que me marcou pelo facto de retratar um momento de impotência face ao poder nazi: “Senti o meu sangue transformar-se em gelo quando percebi que iam levar o meu irmão. Numa fração de segundo, os soldados lançaram-se sobre ele. Quis gritar “Não!” e saltar em seu socorro mas sabia que isso era suicídio, e sabia também que poria em risco as vidas de todos nós.”
Tomás Pereira, 8ºB (ano letivo 2017/18)



“Eu acho que há pessoas que gostam de contar mentiras. E há outras que gostam de as ouvir. Cada cidade, da maior à mais pequena, possui um edifício que recolhe todas as aldrabices. Chama-se BIBLIOTECA... O melhor nome em absoluto teria sido “lugar reservado à conservação de factos e invenções.” 

in, A biblioteca mágica, Jostein Gaarder

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